O Kanoa Kerb Fest é, com certeza, o
maior símbolo de nossa identidade. A partir de sua celebração e preparação ao
longo do ano, perseveramos no exercício de refletir sobre nosso lugar na sociedade
e sobre nossas peculiares características que nos destacam e, ao mesmo tempo,
nos aproximam dos outros povos.
Nesse sentido, pudemos sentir ao longo
dos últimos anos – mais precisamente a partir do momento que formalizamos, em
2002, o Kerb com o nome de Kanoa Kerb Fest - que a valorização de nossa
cultura, o reconhecimento dessa e o entendimento de sua importância como
constituinte de nossa identidade permitiu que não nos isolássemos do resto do
mundo. Essa tendência isolacionista se explica pela distância que comunidades
interioranas como a nossa tem de centros urbanos e culturas outras. O “Kanoa
Kerb Fest” nos promove e nos instiga à instrumentalização tecnológica, midiática
e fomenta nosso desacomodamento, incentivando-nos à inovação.
Em aspectos financeiros, a atividade
não gera lucros significativos, porém suficientes para a manutenção da sede
comunitária e investimentos novos, como ampliações, aquisições de ferramentas e
suprimentos. Ao mesmo tempo, principalmente ao mês de outubro, mês da ação, a
economia local é movimentada, principalmente no âmbito da agricultura, pois,
todos os ingredientes necessários para a elaboração dos pratos típicos já
citados encontram-se nas lavouras dos produtores rurais da comunidade ou em
suas cozinhas coloniais – entre os produtos, citamos batata, carne de porco,
rabanete, cuca, farinha de milho, repolho, alface, tomate, ovos coloniais.
Com a valorização e ampliação da
iniciativa, somos hoje conhecidos como a “Terra do Kanoa Kerb Fest”. E somos
identificados e lembrados por essa peculiaridade.
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